viernes, 29 de agosto de 2025

https://kaosenlared.net/brasil-salvadorba-2ofestival-vermelho-debates-musica-pcdob-102-anos/



Brasil-Salvador(BA)-2ºFestival Vermelho-Debates-Musica. PCdoB 102 anos

Brasil-Salvador(BA)-2ºFestival Vermelho-Debates-Musica. PCdoB 102 anos

2º Festival Vermelho de Salvador (BA), Chácara Baluarte, bairro Santo Antônio Além do Carmo, nos 102 anos do PCdoB  levou evento político e cultural, Debate “Socialismo, Alternativa ao Capitalismo em Crise”, “Diálogos Vermelhos”, Show Lenine e Chico César. [Vídeo]


 “A revolução será feminista ou não será. A revolução será antirracista, ou não será. A revolução será anticapitalista, ou não será! À luz do socialismo, seguimos juntos, unidos, fortes e atuantes”.

 

 “Socialismo, Alternativa ao Capitalismo em Crise” 

O evento contou com a presença do presidente da UJS, Rafael Leal, o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, e teve a mediação da vice-presidente do PCdoB-BA, Daniele Costa.

 Da redação PC

Em um contexto global de incertezas econômicas e sociais, o debate sobre os sistemas político-econômicos ganha ainda mais relevância.

No sábado, dia 23 de março, o Festival Vermelho, evento político e cultural, sediou mesa de debate com o tema “Socialismo, Alternativa ao Capitalismo em Crise”.

O evento contou com a presença de líderes políticos, como o presidente da União da Juventude Socialista (UJS), Rafael Leal, o vice-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Walter Sorrentino, e teve a mediação da vice-presidente do PCdoB na Bahia, Daniele Costa.

Chácara Baluarte

O salão da Chácara Baluarte, no bairro Santo Antônio Além do Carmo, foi palco de um diálogo sobre os modelos econômicos e políticos que moldam a sociedade contemporânea. Com uma plateia diversificada, composta por estudantes, militantes, representantes de movimentos sociais, a mesa de debate promoveu reflexões sobre os desafios e possibilidades de um sistema socialista como alternativa viável diante das crises recorrentes do capitalismo.

Walter Sorrentino, vice-presidente do PCdoB, iniciou as discussões destacando a necessidade de repensar as estruturas socioeconômicas diante das crescentes desigualdades e injustiças. Sorrentino argumentou que o socialismo oferece um paradigma alternativo, baseado na justiça social, na distribuição equitativa de recursos e na participação democrática dos cidadãos na tomada de decisões políticas e econômicas.

 “Nós, comunistas, quando operamos, nunca esquecemos o que nós passamos. A nossa luta pelo socialismo vem de muito longe. Nós precisamos do chão no presente, nós precisamos do futuro, porque nós nos propomos a superar aquilo que se vive, que é o sofrimento das pessoas comuns, a falta de liberdade, de direitos, e da injustiça. Quer dizer, nós estamos a superar sistemicamente o regime capitalista envolto em contradições que não são solucionadas no âmbito do próprio sistema”, inicia. “É um regime que por natureza intrínseca se desenvolve por crises. Alternativa a isso é o regime socialista, é assim que pensamos. Mas nós, comunistas, buscamos encontrar o lugar para a crítica concreta, onde o mundo está vivo”.

Rafael Leal

Por sua vez, Rafael Leal, presidente da UJS, enfatizou a importância de resgatar os ideais socialistas como uma resposta aos impasses do capitalismo contemporâneo. Leal argumentou que o socialismo não apenas oferece uma alternativa viável, mas também é essencial para enfrentar os desafios urgentes, incluindo a concentração de riqueza.

“Nós temos feito profundas reflexões sobre esse momento histórico. E acho que uma das grandes questões que nós temos identificado é não pode ser a extrema direita a oferecer uma narrativa totalizante que apresente uma alternativa a esse mundo que está ruindo. E a impressão que eu tenho hoje, e para dialogar com você, é que meio que nós estamos envolto nesse mundo que está ruindo e não estamos conseguindo ser o polo que apresente uma saída revolucionária a todos os descontentamentos que esse neoliberalismo provocou ao povo”, introduz Rafael.

“E eu acho que nós temos todos os ingredientes para poder virar esse jogo, no sentido que nós temos a China emergindo com um novo modelo de sociedade dirigido pelo Partido Comunista, que pode ser um insumo de propaganda do socialismo para a nossa juventude, para o nosso povo que está sem perspectiva. Eu concordo e assino embaixo quando Walter [Sorrentino] diz que nós precisamos recuperar as narrativas totalizantes. Não podemos deixar que só a extrema-direita tenha um projeto de nação. Então nós também precisamos ter o nosso projeto de nação em oposição à dominação imperialista” –  conclui Leal, sinalizando, ainda, para o aniversário de 40 anos da UJS.

Daniele Costa

Daniele Costa, vice-presidente do PCdoB na Bahia, conduziu o debate de forma dinâmica, garantindo a pluralidade de ideias. Costa ressaltou a importância de construir pontes entre diferentes setores da sociedade em busca de soluções colaborativas e inclusivas, e concluiu o debate afirmando:

 “A revolução será feminista ou não será. A revolução será antirracista, ou não será. A revolução será anticapitalista, ou não será! À luz do socialismo, seguimos juntos, unidos, fortes e atuantes”.

*************

Festival Vermelho

Debate indústria, cultura e combate às desigualdades

‘Diálogos Vermelhos’ reuniu as ministras Margareth Menezes (Minc) e Luciana Santos (MCTI), Rafael Lucchesi (CNI) Antônio Lacerda (BNDES), Adilson Araújo (CTB)

 Erikson Walla / Vermelho

Um debate sobre a relação entre indústria, cultura, desenvolvimento sustentável e combate às desigualdades marcou o segundo dia da 2ª edição do Festival Vermelho, neste sábado (23), em Salvador.

O ‘Diálogos Vermelhos’ reuniu duas ministras do governo Lula: Margareth Menezes (Cultura) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), que também preside nacionalmente o PCdoB.

Também participaram Rafael Lucchesi, diretor de Inovação da Confederação Nacional das Indústrias (CNI); Antônio Corrêa de Lacerda, assessor da presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); e Adilson Araújo, presidente nacional da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB). A coordenação da mesa foi do secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Davidson Magalhães.

O centro das discussões foi a necessidade de construir uma nova economia, capaz de gerar um desenvolvimento sustentável e de combater com eficiência as desigualdades. Esse tem sido um entendimento do 3º governo Lula, que, em pouco mais de um ano, já tem planejamento e resultados econômicos positivos para apresentar, segundo a ministra Luciana Santos, especialmente por colocar a indústria em outro patamar.

A presidenta do PCdoB destacou algumas ações já empenhadas, como o estabelecimento de missões para a construção da nova indústria do Brasil, no prazo de dez anos (2024 a 2033). Entre as iniciativas, estão a formação de cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, criação de um forte complexo econômico e da saúde; garantia de infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis; transformação digital da indústria; dentre outras.

Para os convidados, a reindustrialização tem um papel central para os esforços de construir o novo momento econômico. O diretor de Inovação da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) avaliou que o governo está travando uma luta muito correta pela industrialização, especialmente com o fortalecimento do BNDES.

Rafael Lucchesi

“Sem indústria, não sei se teremos Brasil”, cravou Rafael Lucchesi. Ele ainda fez críticas ao projeto neoliberal brasileiro: “A sensação é de que o Brasil foi o que mais ganhou com o ciclo neoliberal, mas não foi. Fomos o que mais perdeu. O Brasil se desindustrializou. Nós demos um cochilo de 43 anos”.

Mais investimento

Antônio Corrêa de Lacerda, do BNDES, fez coro às defesas de Luciana e Rafael, e chamou a atenção para a necessidade de pensar a indústria de modo abrangente, que contemple não apenas a estrutura industrial, mas também a educação, a saúde e a cultura, por exemplo. É também por isso que se justifica, para ele, a necessidade de dar protagonismo ao Banco, no novo momento do Brasil.

“O objetivo do BNDES é voltar a ter uma participação maior no PIB [Produto Interno Bruno]. Não há notícias de um país que tenha se desenvolvido sem a indústria”, completou Lacerda.

Nacionalização da Cultura

A ministra Margareth Menezes apresentou os desafios da sua pasta, após o desmonte das políticas do setor cultural promovido pelo governo anterior, de Bolsonaro. Um dos maiores objetivos é colocar a cultura em outro lugar, sendo uma das principais táticas promover o que ela chamou de ‘nacionalização do fomento’, que é promover a descentralização dos investimentos.

“O Brasil é um Brasil inteiro. Sempre pensaram que apenas o polo Rio-São Paulo tinha potencial. É importante, e está sendo fortalecido, afinal, o lema do governo Lula é ‘União e Reconstrução’. Mas estamos trabalhando para oportunizar outras regiões”, explicou a ministra da Cultura.

Entraves

O presidente da CTB trouxe, entre outras questões, as dificuldades impostas aos esforços para a construção de uma nova lógica de desenvolvimento. Destacou, especialmente, os entraves da política, a exemplo da atuação do presidente do Banco Central, Roberto Campos, indicado por Bolsonaro, que, de acordo com ele, não soma com o Brasil.

“Nós temos tudo pra dar certo, mas temos entraves. Temos um presidente do Banco Central, que não foi eleito e pratica uma taxa de juros maior do que países em guerra. Temos que levantar a bandeira ‘Fora Roberto Campos’”, defendeu.

 

**********

Show no Festival Vermelho

Lenine e Chico César num Baião de Dois de muitos Brasis

O show no Festival Vermelho não foi um espetáculo do repertório de nenhum dos dois, apesar da grande afinidade e afetividade que une a ambos. Foi singular

Alexandre Santini / Vermelho

Lenine e Chico César

Não foi algo trivial o encontro entre o pernambuco Lenine e o paraibano Chico César, na noite de encerramento da segunda edição do Festival Vermelho na Cidade da Bahia. Quem viveu viu, e pode assistir com qualidade e tranquilidade a uma apresentação carregada de simbolismo e dimensão histórica, reunindo dois gigantes da música brasileira.

Lenine & Chico César não é um show que está em cartaz ou circulando pelo país, como foi a recente e excelente turnê Violivoz, que reuniu Chico César e Geraldo Azevedo. Não é um espetáculo que esteja no repertório de nenhum dos dois artistas, apesar da grande afinidade e afetividade que une a ambos, expoentes de uma mesma geração de artistas e compositores que ganhou impulso nos anos 90 , e que reúne nomes como Zeca Baleiro, Fernanda Takai, Paulinho Moska, Victor Ramil, Pedro Luis, entre outros.

Já na passagem de som à tarde ficou claro que seria uma apresentação histórica. O show trazia, além de grandes sucessos que marcaram a carreira de cada um dos artistas, canções apropriadas ao contexto de um festival político e cultural da esquerda brasileira. Chico César, ativista sempre presentes em momentos e causas fundamentais, chegou com seu engajamento suave, soltando labaredas e pondo fogo nos fascistas.

Lenine invocando Lampião, Mestre Vitalino, Galdino, Juruna e Raoni. Lembrou de seu pai comunista, que lhe deu o nome do célebre revolucionário russo, o que lhe valeu na infância apelidos como “Vermelhinho”, ou para os mais íntimos, “Moscouzinho”.

Encerramento

Ambos estavam em casa no Vermelho, e encerraram com brilhantismo a última noite do Festival que congregou a militância comunista de todo o país mas também a população de Salvador que compareceu em peso, não só na Chácara Baluarte, mas também no Largo de Santo Antônio, convertida em uma autêntica “Praça Vermelha”, com artesanato, economia solidária, culinária, e expressões da cultura popular, do Samba Chula ao Forró, do Reggae à MPB. Com o Axé, a magia e energia da Bahia, com a cara e a coragem do Brasil.

Até o próximo Festival Vermelho, em algum lugar deste imenso e diverso Brasil!

 

Fotoarte: “2º Festival Vermelho”

O vice-presidente nacional do PCdoB e novo presidente da Fundação Maurício Grabois, Walter Sorrentino, fala em debate com o presidente da UJS, Rafael Leal, com mediação da vice-presidente do PCdoB na Bahia, Daniele Costa.

 

PS do Colaborador: 

Luciana Barbosa de Oliveira Santos GCRB GCMD é engenheira e política brasileira, atual ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil. Anteriormente, foi vice-governadora do estado de Pernambuco, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo. Wikipédia

Nascimento: 29 de dezembro de 1965 (idade 59 anos), Recife, Pernambuco 

Leia também: PCdoB lança campanha de filiação durante comemoração de 102 anos de lutas

 

Vídeo:

Pronunciamento da presidenta do PCdoB Luciana Santos e lançamento da campanha de filiação PCdoB.

 

 

Compartir

 

No hay comentarios.:

Publicar un comentario

Bienvenido a nuestra pagina informativa y gracias por su participacion .